A Coreia do Norte lançou ao menos um projétil em direção ao mar neste domingo (11), à noite, no horário de Brasília — já madrugada de segunda-feira (12) na Coreia do Sul. O Japão classificou a arma como um possível míssil balístico.
Seul não informou se o artefato era um míssil balístico nem a distância percorrida. O lançamento ocorre dias depois de a Coreia do Sul testar, nesta sexta-feira (10), sua primeira arma hipersônica, projetada para voar a pelo menos cinco vezes a velocidade do som.
A nova arma foi descrita pelo presidente sul-coreano Lee Jae Myung como um passo importante para fortalecer a defesa convencional do país. Lee já havia recusado o pedido dos Estados Unidos para enviar tropas ao Irã, no mês passado.
A Coreia do Norte mantém postura linha-dura em relação a Seul e intensifica os testes de armamento, em busca de ampliar o arsenal de sistemas com capacidade nuclear. O país fez exercícios com munição real e incorporou um novo navio de guerra nas últimas semanas.
O líder Kim Jong-un (cujo estado de saúde é tema recorrente em Seul) segue exibindo o programa nuclear do país e rejeita propostas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul para retomar negociações, paralisadas há anos.
Em um lançamento anterior, em 20 de setembro, o gabinete presidencial sul-coreano convocou o Conselho de Segurança Nacional. A reunião pediu que Pyongyang cessasse os testes, citando violação de resoluções da ONU.
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Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-un, culpou exercícios militares dos EUA na região.
Uma sequência de testes em menos de um mês
É a quarta ação militar da Coreia do Norte em pouco mais de um mês: mísseis de curto alcance em 12 e 20 de setembro, um míssil hipersônico em 3 de outubro e o lançamento deste domingo (11).
O teste de 3 de outubro, descrito por Pyongyang como um míssil hipersônico de alcance intermediário, foi projetado para escapar dos sistemas de defesa antimísseis da Coreia do Sul e do Japão. Já havia elevado a tensão antes deste novo lançamento.
As tensões cresceram quando três soldados sul-coreanos ficaram feridos na explosão de minas no mês passado, perto da fronteira. Os militares sul-coreanos e o Comando da ONU atribuíram as explosões a artefatos da Coreia do Norte. Pyongyang negou responsabilidade e rejeitou pedidos de desculpas.
Enquanto os testes se sucedem de um lado e de outro, as negociações diplomáticas entre as duas Coreias seguem paralisadas, sem data para retomada. Não há previsão de volta ao diálogo entre os dois países.





























