O Grupo Bimbo, dono das marcas Pullman, Nutrella e Wickbold, teve lucro de 4,11 bilhões de pesos mexicanos (US$ 219,58 milhões) no terceiro trimestre de 2026, alta de 22,1% ante o mesmo período de 2025, informou a companhia nesta quinta-feira (22).

A receita somou 106,1 bilhões de pesos (US$ 5,67 bilhões) no trimestre encerrado em setembro, queda de 1,3% sobre o mesmo período do ano passado. Essa combinação, receita menor e lucro maior, mostra que o grupo melhorou margens mesmo vendendo um pouco menos.

"Nosso desempenho no terceiro trimestre reflete a força de nossas marcas e a execução consistente de nossas equipes em toda a organização", disse o diretor-presidente do Grupo Bimbo, Alejandro Rodriguez Bas, em nota.

Descontados os efeitos cambiais negativos do peso mexicano, o faturamento da companhia cresceu 3,6% no ano. O avanço foi puxado pelo crescimento orgânico das vendas, por um mix de preços favorável, por volumes positivos e pela contribuição de aquisições recentes.

Nas operações da América Latina, fora o México, a companhia teve alta de 15,2% nas vendas líquidas. É a continuação de uma trajetória que a TV Sim Brasil já havia registrado em 2025, quando o grupo anunciou crescimento histórico de 4,6% nas vendas.

O Grupo Bimbo destacou que as margens na América Latina recuaram por "condições operacionais desafiadoras no Brasil", incluindo a integração da Wickbold ao grupo. O impacto foi parcialmente compensado por resultados fortes na América Central, Colômbia e Chile.

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O cenário desafiador no Brasil ocorre num momento de consumo fraco no varejo brasileiro, que cresceu apenas 0,1% em agosto, abaixo do esperado pelo mercado.

Outra multinacional de alimentos com operação no Brasil também sinalizou um trimestre mais difícil: a JBS deve divulgar resultados mais fracos no 3º trimestre, apesar do bom desempenho nos Estados Unidos.