As vendas do varejo brasileiro cresceram 7% em agosto ante o mesmo mês de 2025, e 0,5% frente a julho, segundo levantamento mensal divulgado nesta terça-feira (22) pela empresa de pagamentos Stone. É o terceiro mês seguido de retomada nas vendas.

Cinco dos oito segmentos analisados cresceram na comparação mensal. O maior avanço veio de Combustíveis e Lubrificantes (2,7%), seguido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 1,6%.

Na comparação anual, sete dos oito segmentos tiveram alta, com os mesmos destaques do mês: 15,2% em Combustíveis e Lubrificantes e 8,5% no grupo de hipermercados e supermercados. A Stone considera o resultado uma confirmação da retomada do varejo, ainda que mais lento que antes.

Como o varejo se comportou por região

O Amazonas teve o maior crescimento entre os estados, com alta de 21,8% nas vendas na comparação anual. Ao todo, 25 estados cresceram no período, e só dois tiveram queda: Espírito Santo (-0,4%) e Rio Grande do Sul (-1,6%).

"O varejo completou três meses consecutivos de alta e segue em um patamar superior ao observado no ano passado", afirmou o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, em comunicado.

O mercado de trabalho continua sustentando a renda e o consumo, mas sem o mesmo impulso dos trimestres anteriores. Ao mesmo tempo, o custo elevado do crédito e o peso do endividamento das famílias ainda limitam a demanda, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento.

O destaque do setor de combustíveis vem em meio a um momento de fiscalização de preços: a Senacon investiga 12 empresas do setor por preço abusivo.

O movimento também atrai grandes redes de varejo: o Assaí comprou 18 postos de combustível por até R$ 80 milhões.

O peso do crédito citado pela Stone está no centro do debate do Banco Central: a ata do Copom desta semana testa a aposta em novos cortes da Selic.