A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sai nesta terça-feira (22), às 8h, e deve mostrar como o Banco Central avaliou o corte da Selic para 13,75% ao ano. A agenda ainda tem arrecadação federal, Boletim Macrofiscal e ONU.
Segundo o InfoMoney, a ata deve detalhar a decisão tomada na quarta-feira (16), quando o Copom reduziu a taxa básica de juros. O mesmo calendário prevê a divulgação da arrecadação às 11h e do Boletim Macrofiscal às 14h30.
O mercado chega à ata depois de uma segunda-feira positiva. O Ibovespa subiu 0,74%, aos 186.595,60 pontos, e chegou a passar dos 187 mil pontos no melhor momento, segundo o InfoMoney.
A TV Sim mostrou na véspera por que o Focus cortou Selic e subiu inflação ao mesmo tempo. A nova ata ajuda a testar se essa combinação cabe no cenário do Banco Central.
O que o mercado quer ler?
O que o mercado quer ler é se o Banco Central vê espaço para continuar cortando juros ou se prefere esperar novos dados de inflação, atividade e contas públicas. A Selic em 13,75% ao ano ainda mantém o crédito caro para famílias e empresas.
A Agência Brasil registrou que a reunião de 15 e 16 de setembro começou com expectativa de redução de 14% para 13,75%. O Boletim Focus citado pela agência projetava inflação de 4,9% e crescimento de 1,89% para 2026.
A ata importa porque transforma a decisão seca sobre juros em mapa de risco: inflação, dólar, atividade e gasto público aparecem como sinais para o próximo encontro.
O pano de fundo doméstico mostra perda de fôlego. Segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado pela Agência Brasil, a economia recuou 0,4% em julho ante junho. Foi o segundo mês seguido de variação negativa.
A FGV estimou avanço de 1,8% em 12 meses, mas apontou consumo das famílias em alta de 0,4% no trimestre móvel até julho. A taxa é a menor desde o trimestre móvel terminado em outubro de 2025.
A agenda externa também pesa. O InfoMoney cita o discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU e o pronunciamento de Lula na abertura do debate geral. A TV Sim já mostrou como Trump e Xi mexem com commodities e tecnologia.
O que acontece agora
O que acontece agora é uma sequência de leituras sobre juros, caixa do governo e cenário externo. A arrecadação federal mostra o fôlego das receitas, enquanto o Boletim Macrofiscal atualiza projeções usadas no Orçamento da União.
Na prática, a terça reúne três termômetros: preço do dinheiro, força da economia e risco fiscal. O último choque parecido veio quando a TV Sim registrou dólar a R$ 5,14 e Ibovespa em queda após sinais opostos de Fed e Copom.
Se a ata reforçar cautela, a aposta em cortes rápidos perde força. Se indicar confiança maior na inflação, o mercado pode recalibrar juros futuros, Bolsa e câmbio ainda nesta terça-feira.
































