As redes sociais impulsionaram uma nova geração de lideranças políticas em Minas Gerais, tanto na direita quanto na esquerda. Cleitinho Azevedo, Nikolas Ferreira, André Janones, Duda Salabert e Ana Elisa são os nomes que mais converteram alcance digital em projeção no estado.

Quem são os fenômenos digitais da política mineira?

Todos têm papel na campanha do 2º turno presidencial. Cleitinho e Nikolas apoiam Flávio Bolsonaro (PL); Ana Elisa, Janones e Duda Salabert mobilizam seguidores pela reeleição de Lula.

Votos e seguidores dos fenômenos digitais de MG — eleições de 2026, conferido em 24/10/2026
NomeCargoVotosSeguidores
Cleitinho Azevedo (Republicanos)Governador, eleito no 1º turno6.321.590—
Nikolas Ferreira (PL)Deputado federal, reeleito3.119.318—
Ana Elisa (PT)Deputada federal, eleita524.219~1,8 a 2,3 milhões
Duda Salabert (PSOL)Deputada federal, reeleita229.535—
André Janones (Rede)Deputado federal, reeleito78.7806,8 milhões

Nem todos os seguidores foram confirmados para esta apuração; a tabela reúne só o que cada fonte consultada divulgou.

Por que a conversão em voto varia tanto entre eles?

O contraste mais evidente é o de André Janones. Ele soma 6,8 milhões de seguidores, mas recebeu 78.780 votos neste ano, queda de 160.187 votos em relação aos 238.967 que teve em 2022.

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Nikolas Ferreira caminha no sentido oposto: foi o deputado mais votado de Minas Gerais, com mais de 3 milhões de votos, em um fenômeno que se repete em outros estados, segundo levantamento sobre políticos influenciadores.

Ana Elisa, de 21 anos, é a deputada mais jovem eleita por Minas Gerais e hoje assumiu papel na estratégia digital da campanha de Lula para o 2º turno.

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O padrão sugere que seguidor não é o mesmo que eleitor: quem usa a rede para mobilizar causas e debates nem sempre converte esse público em voto geográfico concentrado, enquanto outros constroem a base ao contrário, primeiro no território e depois na internet.

O ponto em aberto

O caso de Janones chama atenção: a distância entre redes e votos cresceu de 2022 para 2026, quando tinha menos seguidores e mais votos. Fica a pergunta se seguidor é um indicador confiável de força eleitoral.