Termina neste sábado (24) o prazo de 30 dias para a Eagle Bidco, de John Textor, exercer o direito de preferência na compra das novas ações da SAF do Botafogo. Sem a compra, a Eagle cai para 0,82%, e o clube social assume o controle.
Na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de setembro, o presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, sinalizou que o clube social exerceria o direito de preferência para comprar 51% das novas ações.
O lote equivale a 102 milhões das 200 milhões de novas ações ordinárias Classe B emitidas no aumento de capital. No dia seguinte à assembleia, o clube pagou pouco mais de R$ 1 milhão.
A Eagle teve 30 dias corridos, a partir da AGE, para exercer seu próprio direito de preferência, prazo que termina neste sábado. No dia da assembleia, a Cork Gully, administradora judicial da empresa, enviou um e-mail pedindo esclarecimentos.
Houve diversos contatos nas semanas seguintes, mas nenhuma iniciativa de compra das ações até a última sexta-feira (23). Antes da assembleia, a Cork Gully já estava meses sem contato com membros do clube social e da SAF.
O que acontece se a Eagle não comprar
Se a Eagle não exercer a prioridade, as ações remanescentes ficam disponíveis, e o Botafogo associativo, que já manifestou interesse, pode comprar o restante em até 5 dias após o fim do prazo inicial.
Para comprar os 49% restantes das novas ações, a Eagle precisaria aportar R$ 980 mil, prazo que também se encerra neste sábado. Sem nenhuma compra, o BFR (Botafogo associativo) fica com 99,18% das ações, e a Eagle, com 0,82%.
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A disputa já passou pela Justiça: em setembro, Textor acionou a Justiça para tentar barrar a assembleia que aprovou o aumento de capital, sem sucesso.
Na semana passada, Textor afirmou que uma decisão da Justiça americana sobre a SAF é definitiva, favorável à sua posição no imbróglio societário.
A SAF também vive outra frente: a dívida caiu para R$ 1,164 bilhão depois da saída de uma credora.

































