A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, defendeu nesta quarta-feira (7) que a campanha de Lula (PT) amplie a presença nas redes sociais no 2º turno. Ela integra o chamado "núcleo mineiro" que ganhou destaque na estratégia de comunicação do presidente.
A articulação ocorreu em reunião do presidente Lula com os candidatos eleitos pelo PT e por aliados, na manhã desta quarta. Participaram com destaque os deputados federais eleitos Ana Elisa e Pedro Rousseff (PT-MG), além do reeleito André Janones (Rede-MG).
Ana Elisa começou a carreira como influenciadora digital e foi a segunda parlamentar mais votada de Minas Gerais, com mais de 500 mil votos. Ela atribui cerca de 90% de sua votação ao trabalho que fez nas redes sociais.
Me coloquei à disposição para ajudar a equipe de comunicação do presidente Lula, ajudar o presidente Lula nesse momento porque eu entendo que hoje o nosso maior panfleto está no telefone, na rede social.
A declaração foi dada por Ana Elisa, que ficou em Brasília desde a terça (6) para discutir a estratégia digital da campanha. Ela afirmou ter ficado até as 23h com a equipe de comunicação do presidente, traçando ações para as redes.
O recado é claro. Lula precisa aparecer mais, e por conta própria, nas telas que hoje decidem votos.
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A jovem de 21 anos acredita que é possível reverter o resultado do primeiro turno. Lula teve 2,3 milhões de votos a menos que Flávio, sendo 600 mil apenas entre eleitores mineiros.
Parte da resposta já está em movimento.
O canal de André Janones nas redes sociais, batizado de "Exército do Lula", soma mais de 1 milhão de participantes na tentativa de organizar a militância, segundo o levantamento mais recente.
Ana Elisa também fez uma leitura sobre o momento político. "O ódio que a sociedade está pelo lulismo, pelo petismo, não está deixando enxergar o que significa ter Flávio Bolsonaro como presidente da República", apontou.
Já o deputado eleito Pedro Rousseff defendeu mudança não só na forma, mas no conteúdo das pautas da campanha. Para ele, é preciso explicar estratégias para reduzir o preço dos alimentos e dos combustíveis. Rousseff defende ainda mais atenção a pautas de segurança pública.
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Ana Elisa defendeu ainda que a campanha explore, nas redes, o histórico do senador Flávio Bolsonaro. Segundo ela, é necessário apresentar aos eleitores quem é o adversário.
Como críticas ao senador, ela citou alegações de envolvimento com milícias, o caso do Banco Master e o esquema de rachadinha. São acusações que Flávio nega, e que já levaram o TSE a suspender uma propaganda do PT com o mesmo teor.
O que acontece agora
O núcleo mineiro deve manter a interlocução direta com o Palácio do Planalto até o 2º turno, marcado para 25 de outubro. Lula já adotou parte da recomendação nesta quarta, ao publicar seu primeiro vídeo em formato selfie convocando apoiadores às ruas.





























