O novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana, prometeu na sexta-feira (6 de novembro) ressarcir integralmente os cerca de 2,94 milhões de clientes que ficaram com recursos bloqueados após a quebra do Ueno Bank. Ele não deu prazo nem disse de onde virá o dinheiro.
"O que venho prometer é concreto: os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência do descalabro financeiro serão compensados plenamente", disse Alliana, que tomou posse horas depois do impeachment de Santiago Peña.
A crise também atinge brasileiros. O Itamaraty estima que 270 mil brasileiros vivem no Paraguai, muitos deles na fronteira com o Brasil.
Pedro Treméa, dono de uma empresa de refrigeração em Ciudad del Este, perdeu mais de R$ 200 mil com o bloqueio das contas.
"Como empresa, não colocamos todo o recurso em um único banco, o que evitou um impacto ainda pior", afirmou, em relato ao Brasil247.
Outros dois brasileiros relataram prejuízo à mesma reportagem. O mecânico Marcelo Bernard, de Presidente Franco, perdeu cerca de R$ 4,5 mil. Já a operadora de câmbio Dalma Morinigo, de Ciudad del Este, viu sumir mais de R$ 7 mil em economias de férias.
Os números mostram que o estrago passa da fronteira. O banco não só travou contas de famílias e pequenos empresários como também expôs recursos institucionais ligados ao Brasil.
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Qual o efeito para o Brasil institucional?
A administração brasileira da Itaipu garante que a crise não afeta a energia entregue ao Brasil. Do lado paraguaio, porém, a hidrelétrica binacional tenta recuperar US$ 182 milhões que mantinha no banco.
Outra exposição é previdenciária. O fundo de pensão ligado à Itaipu tinha R$ 90 milhões aplicados no Ueno Bank, segundo a própria binacional.
O que acontece agora
Alliana prometeu detalhar o plano de ressarcimento nos próximos dias, mas ainda não fixou data nem valor total. Ele completa o mandato de Peña, que iria até agosto de 2028.






























