Um temporal classificado pela Copel como o pior evento climático do ano em efeito sobre a rede elétrica deixou 478,5 mil unidades consumidoras sem energia no Paraná, no pico, no sábado (7 de novembro). Às 18h, 424 mil imóveis ainda estavam sem luz.

"É a maior contingência do ano, como parte de mais um evento climático consecutivo do El Niño", disse o diretor-geral de Distribuição da Copel, Denis Mollica, em boletim da companhia.

O temporal superou o recorde anterior de 2026, registrado justamente em 4 de outubro, dia do 1º turno das eleições, quando 325 mil unidades ficaram sem energia no pico.

Ventos fortes castigaram o Estado inteiro. Em Loanda, no Noroeste, rajadas chegaram a 96,5 km/h; em Cerro Azul, a 99 km/h, segundo o Simepar.

O mapa mostra um apagão espalhado, não concentrado numa única região. Curitiba sozinha respondia por 52,7 mil das 94,8 mil unidades desligadas na região Leste.

Em Curitiba, a Defesa Civil já tinha feito mais de 60 atendimentos e recebido 300 solicitações por queda de galhos ou árvores, segundo o coordenador Marcelo Santos. Os bairros mais afetados foram Xaxim, Alto Boqueirão, Boqueirão, Hauer e Cajuru.

Por que isso se repete tanto em 2026?

O Paraná vive uma temporada de temporais mais frequente e intensa neste ano. Em setembro, o estado já somava 13 tornados registrados e 3 mortes por deslizamento, parte de uma onda que atingiu todo o Sul do Brasil.

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No mesmo mês, o Rio Iguaçu transbordou e tirou centenas de famílias de casa em União da Vitória.

O ponto em aberto

A Copel atribui o apagão recorde a um fenômeno climático, não a uma falha de manutenção da rede. Mas o estado já teve dois recordes de desligamento por temporal em pouco mais de um mês.

Isso levanta a pergunta de quanto a rede elétrica paranaense está preparada para um padrão de chuvas que se tornou mais frequente, e não apenas um evento isolado.

O que acontece agora

Equipes da Copel seguem mobilizadas em todas as regiões do Estado para o religamento. A companhia alertou que o número de unidades sem luz ainda pode crescer.

O temporal se deslocava para o Norte e o Noroeste do Paraná no fim da tarde e início da noite do sábado (7 de novembro).