Um atirador de 24 anos matou seis pessoas e feriu outras 15 na Praça do Mercado Principal de Cracóvia, na Polônia, no sábado (7 de novembro). Depois, a polícia encontrou mais três corpos na casa dele, elevando o total de mortos a nove.
Segundo a polícia local, o atirador entrou na praça de carro por volta das 15h (horário local) e disparou aleatoriamente contra pessoas. Ele usava uma carabina do tipo AR-15, para a qual tinha permissão de tiro esportivo.
Vestia roupas de estilo militar e colete à prova de balas.
Dois policiais foram atingidos, um deles com três ferimentos a bala. Mesmo baleado pela polícia, o atirador continuou disparando antes de ser contido e levado ao hospital.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, confirmou que duas mulheres e um homem sem vida foram achados na residência do suspeito, em Cracóvia. "Há muitos indícios que apontam para o fato de serem familiares diretos", disse Tusk.
O ataque é o mais mortal registrado na Polônia desde a queda do comunismo, em 1989, segundo o balanço das autoridades.
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Quem é o suspeito
O atirador, identificado pela imprensa europeia apenas como Michał O., é de Ostrowiec Świętokrzyski, cidade a cerca de 150 km de Cracóvia, e não tinha antecedentes criminais.
O ministro do Interior da Polônia, Marcin Kierwiński, atribuiu o ataque a uma ideologia "ultranacionalista" e disse que o suspeito era "fascinado por ideologias de extrema-direita".
O pai dele, de 52 anos, possui legalmente 11 armas de fogo registradas em seu nome. A polícia investiga se a arma usada no ataque veio da casa dos pais.
O presidente Karol Nawrocki manifestou solidariedade às vítimas e enviou o chefe do Departamento de Segurança Nacional a Cracóvia para acompanhar as investigações. A prefeitura de Varsóvia reforçou a segurança na região histórica da capital.
Por que ataques assim são raros na Polônia
A Polônia tem uma das regras mais permissivas da União Europeia para posse de arma: qualquer maior de 21 anos, com residência permanente e sem antecedentes criminais ou problemas de saúde mental documentados, pode obter autorização.
Mesmo assim, ataques a tiros em massa são raros no país de 38 milhões de habitantes. Em 2025, a Polônia emitiu mais de 50 mil novas licenças de porte de arma, elevando o total de licenças ativas a 411 mil.
O ponto em aberto
O caso reabre uma pergunta que o aumento de licenças de porte de arma na Polônia ainda não tinha testado: o sistema que autoriza o uso esportivo de armas de guerra consegue acompanhar o risco de radicalização de quem já tem acesso legal a elas?
A investigação sobre a origem da arma, e sobre o que levou um jovem sem antecedentes a esse ponto, ainda está no início.






























