O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas significativamente abaixo da média entre agosto e outubro no Centro-Oeste, com Mato Grosso e Goiás mais afetados. A previsão ameaça atrasar o plantio da soja, que começa em setembro nos dois estados, principal região produtora do país.
Em algumas áreas, o volume de chuva pode ficar até 130 milímetros abaixo do esperado no trimestre, o que o Inmet classifica como déficit hídrico severo.
Com o solo sem umidade suficiente, o atraso no plantio pode comprometer a janela ideal de cultivo e reduzir o potencial produtivo da lavoura.
A causa é um sistema de alta pressão atmosférica sobre a região Central do Brasil, que bloqueia a formação de nuvens de chuva. É uma versão intensificada do padrão seco típico da época.
A seca também prejudica a colheita tardia de milho e algodão e reduz a qualidade das pastagens, o que deve forçar pecuaristas a aumentar o uso de ração suplementar. A vegetação ressecada ainda eleva o risco de incêndios florestais.
Safra recorde sob ameaça
A safra 2025/26 fechou em 360,8 milhões de toneladas, recorde histórico, segundo levantamento da Conab divulgado em 13 de agosto. Soja, milho, algodão e sorgo tiveram produção recorde na temporada.
É essa marca que a nova safra, cujo plantio começa em setembro, tenta repetir sob risco de seca logo na largada.


























