A Justiça de São Paulo condenou o influenciador e ex-coach Pablo Marçal (PRTB) a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais a Marco Antonio Mills Martins, candidato a deputado federal pela Rede Sustentabilidade. A decisão, desta quarta-feira (23), ainda cabe recurso.

O caso se refere a uma publicação de 25 de agosto de 2024, quando Marçal soprou farinha no rosto de Marco Antonio, então candidato a vereador de São Paulo, em via pública. Ele gravou o momento e postou nas redes.

"Faz o M, cheirador"

Foi essa a legenda usada por Marçal, com emojis de nariz e de risada. Segundo a sentença, a publicação somou mais de 150 mil curtidas e 7 milhões de visualizações, além de comentários chamando Marco Antonio de "cheirador de pó".

A juíza Telma Berkelmans dos Santos, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Barueri, entendeu que a conduta não teve "qualquer cunho de discussão política ou de atos públicos do autor" e ultrapassou "os limites da civilidade".

Na sentença, a magistrada registrou que Marçal vinculou a imagem de Marco Antonio a uso de drogas "como forma de ofender sua honra e abalar sua imagem". Marçal não compareceu à audiência, e a decisão foi proferida à revelia.

A juíza considerou que os transtornos sofridos por Marco Antonio ultrapassaram o mero aborrecimento, mas avaliou excessivo o valor pedido na ação e fixou a indenização em R$ 10 mil, corrigidos pela Selic até o pagamento.

O pedido de assistência judiciária gratuita de Marco Antonio foi negado, por falta de comprovação de hipossuficiência. Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de Marçal informou que o influenciador não vai se pronunciar sobre o caso.

O que muda para Marçal na disputa de 2026?

Nada na corrida presidencial: o TSE já havia barrado Marçal da disputa e mantido sua inelegibilidade até 2032, em decisão de 12 de setembro.

Antes disso, o tribunal chegou a homologar a candidatura de Marçal mesmo com a inelegibilidade pendente.

Em agosto, o TSE também suspendeu o acesso dele a recursos de campanha.

O que acontece agora

A defesa de Marçal tem até dez dias após a intimação para apresentar recurso contra a condenação de R$ 10 mil. Enquanto isso, ele segue fora da disputa presidencial por decisão do TSE.