A Polícia Civil de Santa Catarina investiga como feminicídio a morte de uma mulher encontrada sem vida nesta terça-feira (20/10), num riacho no município de Ipira. O corpo só foi localizado após o botão do pânico do aplicativo PMSC Cidadão ser acionado.

Segundo nota da Polícia Militar, o acionamento mobilizou as equipes até uma residência. Os policiais encontraram o imóvel arrombado e iniciaram buscas pela mulher e pelo suspeito, em contato com familiares.

O Corpo de Bombeiros Militar constatou o óbito no local onde o corpo foi encontrado. A Polícia Científica foi acionada para as análises periciais, a retirada do corpo da água e a confirmação da identidade da vítima.

Segundo a PM, o suspeito se entregou no destacamento da Polícia Militar de Presidente Castello Branco e foi preso em flagrante, conduzido à Delegacia da Polícia Civil. A corporação não divulgou o que ele disse à polícia.

O que a medida protetiva previa

A vítima tinha medida protetiva de urgência contra o suspeito, concedida em 9 de outubro de 2026. A decisão proibia a aproximação a menos de 100 metros e qualquer contato com ela e familiares.

A medida também obrigava o investigado a participar de programa de recuperação e reeducação para homens autores de violência doméstica, com acompanhamento psicossocial. Segundo os registros, não havia descumprimento anterior documentado neste caso.

Medida semelhante levou à prisão de um homem que a descumpriu em Nova Serrana, Minas Gerais, em julho.

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A Polícia Civil informou, em nota, que o local da agressão, o uso de arma e as circunstâncias em que a vítima chegou até o riacho ainda dependem dos resultados da perícia.

A tecnologia serviu para localizar a vítima, não para evitar o desfecho.

O caso se soma a um cenário em que feminicídios sobem mesmo com a queda geral de mortes violentas registrada em outros estados neste ano.

Botões de pânico em aplicativos têm sido usados por outras polícias estaduais como reforço às medidas protetivas: em caso semelhante, um acionamento no Rio Grande do Sul terminou em prisão do agressor antes de um desfecho mais grave.

O que acontece agora

O inquérito da Polícia Civil segue aberto para apurar a dinâmica da morte e confirmar a identidade da vítima pela perícia. O suspeito permanece preso em flagrante à disposição da Justiça.