O ex-técnico do Grêmio Luís Castro evitou comentar as críticas do atual treinador Renato Portaluppi ao trabalho que fez no clube. Em entrevista no Aeroporto Salgado Filho antes de embarcar para Lisboa nesta terça-feira (20/10), o português disse que "o clube precisa de paz".

"Quanto àquilo que o meu colega treinador do Grêmio disse, não tenho nada a comentar. A minha conduta profissional não permite que eu diga o que quero que seja e não é ético da minha parte estar a comentar", afirmou Castro à imprensa.

Ninguém está acima do Grêmio. Precisa ser digno e honesto durante a caminhada.

Castro, de 65 anos, assumiu o Grêmio em janeiro, com contrato até dezembro de 2027. O projeto foi interrompido em 13 de setembro, após derrotas seguidas para Vitória e Vasco pelo Campeonato Brasileiro.

Ele mesmo avaliou sua passagem pelo clube: "A minha obrigação, enquanto líder, de unir por completo o clube para tentar conquistar os objetivos a que nos propomos. Foi aquilo que sempre eu tentei fazer."

Entenda o caso

Renato Portaluppi assumiu o time um dia depois da saída de Castro. Em quatro partidas no comando, soma três empates e uma derrota, mas defende o trabalho que recebeu após a demissão do português.

Renato tem avaliado publicamente o legado do antecessor, e Castro escolheu não responder no mesmo tom. Após o empate com o Remo, no início de outubro, Renato disparou: "Foi feito o que não foi feito em nove meses."

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"Acha que em 15 dias vou chegar com a varinha mágica e corrigir tudo? Tem muita coisa para corrigir", completou, na ocasião, sobre o time que recebeu de Castro.

Renato começou o novo ciclo mantendo só 2 dos 6 reforços contratados como titulares, e já negou publicamente ter pedido demissão após uma goleada sofrida nesta semana.

O que acontece agora

Castro mantém residência fixa em Porto Alegre mesmo após a demissão, mas embarcou nesta terça para Lisboa. Renato segue no comando do Grêmio na briga direta contra o rebaixamento na reta final do Brasileirão.