O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta terça-feira (18), em São Paulo, um pacote de quase 40 propostas para a saúde. Formulado com o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, o plano tem como meta recuperar a "cultura vacinal" do país e alcançar 95% de cobertura vacinal até 2030.
"O Brasil já foi referência em imunização", disse Caiado, lembrando que o país já teve 90% de cobertura vacinal. Ele apresentou o plano ao lado do vice na chapa, Gilberto Kassab, e de Mandetta, que ajudou a formular as propostas com outros médicos.
As metas para 2030
Além da cobertura vacinal, o plano lista outras metas: 100% dos brasileiros com prioridade clínica identificada nas filas médicas, diagnóstico de câncer em até 30 dias e início de tratamento em até 60 dias.
A lista de metas para 2030 inclui ainda cobertura de 100% do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em todo o país, redução de 50% no tempo de espera por UTI e prontuário eletrônico integrado para toda a população.
Entre as propostas concretas está substituir a fila por ordem de chegada por uma triagem de prioridade clínica, e criar um Sistema Nacional de Regulação e Acesso Inteligente, com centrais de comando regionais funcionando 24 horas.
O plano também prevê uso de inteligência artificial para ajudar médicos em diagnósticos e reduzir burocracia, e garantir ao paciente transparência sobre a posição na fila e o tempo estimado de espera.
Vacina própria e crítica ao governo
Um dos pontos do plano é integrar os registros de vacinação a prontuários eletrônicos, para identificar em tempo real regiões com baixa cobertura.
Caiado também propõe fortalecer a produção nacional de vacinas, com o Instituto Butantan e a Fiocruz como responsáveis por reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
Caiado acusou o governo do PT de privilegiar municípios administrados pelo partido na distribuição de recursos da saúde, e apontou o que chamou de subfinanciamento federal desde 2002.
Ele propõe impedir o contingenciamento do orçamento da saúde e criar mecanismos de transparência para os recursos do teto de Média e Alta Complexidade (MAC).
O candidato também disse que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), seus principais adversários na disputa, não têm base política para aprovar reformas no Congresso — uma crítica direta aos rivais, não um dado do plano de saúde em si.


























