O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, negou neste sábado (3) que cogitou desistir da disputa para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno. Em agenda em Goiânia, véspera da votação, disse que "renúncia" não existe em sua trajetória.

A palavra renúncia, a palavra desistir, ela não existe na trajetória de vida do Caiado, que tem 40 anos de enfrentamento. Jamais essa posição sequer foi cogitada comigo.

Questionado sobre o pedido feito pela campanha de Flávio para declarar apoio ainda no 1º turno, Caiado disse que o próprio senador nunca lhe fez o pedido diretamente.

Segundo ele, Flávio respeita sua candidatura e conhece sua trajetória. Caiado diz ter 40 anos de enfrentamento na política, luta que classifica como maior que ele mesmo e que fala "por milhões de pessoas, não só de Goiás, mas do Brasil".

Perguntado sobre quem apoiaria num eventual segundo turno, caso não avance à disputa, Caiado respondeu apenas: "estou pedindo voto". Ele cumpriu agenda em Goiás ao longo do sábado, com carreatas em Goiânia e caminhada à tarde em Trindade, na região metropolitana, para encerrar a campanha.

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A fala ocorre em meio à pressão por voto útil movida pela campanha de Flávio Bolsonaro na reta final, que mira o eleitorado de outros nomes da direita: Caiado, Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

A meta da campanha de Flávio é antecipar já no 1º turno um apoio desses eleitores. Pesquisas eleitorais recentes, como a divulgada na quinta-feira (1º), mostram Caiado com participação marginal nas intenções de voto, muito atrás de Lula e Flávio.

Para aliados, é o desempenho mais competitivo em simulações de 2º turno contra Lula que justifica Caiado seguir na disputa em vez de recuar agora.

O que mais disse Caiado na agenda deste sábado

Caiado também tratou de agricultura e segurança pública no evento. Disse que, em eventual governo, pretende ampliar programas de apoio ao pequeno produtor rural, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

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Defendeu ainda que o combate à criminalidade depende de atuação direta do presidente, não da criação de um Ministério da Segurança Pública, citando o próprio governo de Goiás como exemplo.

A fala segue a linha de declarações recentes, em que criticou a ausência de Lula e Flávio nos debates presidenciais.

O que acontece agora

A votação do primeiro turno acontece neste domingo (4). Caso nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno nas semanas seguintes. Até lá, Caiado não indica a quem daria apoio.