A Polícia Federal prendeu 10 pessoas e apreendeu mais de R$ 74,3 mil em espécie em Roraima nesta sexta-feira (2), em três ações contra a compra de votos. As prisões ocorreram em Boa Vista e Alto Alegre, dois dias antes da eleição.
A ação com mais presos aconteceu num imóvel em Boa Vista. Agentes federais investigavam um suposto esquema de "boca de urna" e prenderam seis pessoas quando tentavam deixar a casa, além de apreender cerca de R$ 45 mil em espécie.
No bairro Jardim Equatorial, também em Boa Vista, outros dois suspeitos foram parados de carro no início da tarde. Os policiais encontraram R$ 4.200 e materiais de campanha no veículo.
Já em Alto Alegre, no interior do estado, a PF prendeu duas pessoas. Elas haviam acabado de sair de carro, que tinha cerca de R$ 8 mil em espécie.
Na casa de onde tinham saído, a equipe achou mais de R$ 17 mil, separados em pequenos montes e junto com anotações de nomes de pessoas.
Todas as abordagens aconteceram depois de denúncias anônimas de moradores. Segundo a PF, o dinheiro apreendido seria usado para pagar eleitores. Os dez suspeitos foram presos em flagrante e levados à sede da corporação, onde vão responder por corrupção eleitoral.
Nova leva de prisões a dois dias da eleição
A ação de sexta-feira é a mais recente de uma sequência de operações contra compra de votos em Roraima. Na quinta (1º), a PF já havia prendido 23 pessoas no estado por suspeita do mesmo crime.
No mesmo período, o candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) foi preso pela 2ª vez na semana na Operação Lemming, que apura suspeita de compra de até 12 mil votos.
Em todo o país, a PF prendeu 34 pessoas em sete ações contra compra de votos entre 30 de setembro e 1º de outubro, em cinco estados, incluindo Roraima. A corporação apreendeu cerca de R$ 3,81 milhões no total das operações.
Em Roraima, cada voto teria sido pago a R$ 400, segundo a PF. É um valor que ajuda a entender por que o estado concentra parte da fiscalização eleitoral da PF nesta reta final de campanha.
O que acontece agora
Os suspeitos respondem por corrupção eleitoral, crime que pode levar à cassação do registro e à inelegibilidade por 8 anos. A votação em Roraima ocorre domingo (4).


































