A recuperação judicial da SAF do Botafogo teve a dívida reduzida de R$ 1,286 bilhão para R$ 1,164 bilhão nesta segunda-feira (5), depois de a GDA Luma, ligada ao investidor Gabriel de Alba, sair da lista de credores do processo.

A saída não é renúncia ao crédito: a GDA Luma mantém ações da SAF como garantia. Com a mudança, o número de credores subiu de 377 para 384.

Os maiores credores do processo são clubes estrangeiros que venderam jogadores ao Botafogo: Atlanta United (R$ 125 milhões), Nottingham Forest (R$ 119,7 milhões) e a MLS/New York City (R$ 74 milhões).

Benfica, Zenit e Santos completam a lista, com dívidas de R$ 69 milhões, R$ 59,6 milhões e R$ 40 milhões. O tamanho da dívida com clubes estrangeiros mostra quanto o Botafogo gastou no mercado internacional de contratações nos últimos anos.

Gabriel de Alba, que assumiu a gestão da SAF em agosto, segue como principal financiador do clube, apesar da saída da GDA Luma da lista de credores.

Como ficam as classes de credores

A recuperação judicial divide os credores em três classes. A maior, de credores sem garantia (quirografários), soma R$ 1,4 bilhão; micro e pequenas empresas somam R$ 79,5 milhões, e os créditos trabalhistas chegam a R$ 46 milhões.

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O caso ocorre em meio à disputa pelo controle da SAF: em setembro, John Textor acionou a Justiça para tentar barrar uma assembleia que pode diluir sua fatia na empresa.

O que acontece agora

O plano de recuperação judicial segue em negociação com os credores, que ainda precisam aprová-lo em assembleia. A assembleia que pode diluir a fatia da Eagle na SAF ainda não tem data remarcada.