O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o departamento colombiano de Chocó em 10 de agosto já matou 287 pessoas, deixou 4.147 feridos e ainda tem 194 desaparecidos, segundo balanço do governo da Colômbia divulgado uma semana após o abalo. É o terremoto de maior magnitude já registrado no país, segundo o Serviço Geológico Colombiano.

O epicentro ficou a cerca de 20 km da localidade de San José del Palmar, mas o abalo destruiu construções em cidades maiores, como Cali, Pereira, Quibdó, Manizales e Armenia. Mais de 81,5 mil casas foram danificadas, 14.493 ficaram destruídas e 66 prédios desabaram.

O número de mortos cresceu dia a dia desde o terremoto: eram 132 nas primeiras horas, foram 224 no dia seguinte e chegaram a 241 em 12 de agosto.

Em 15 de agosto, o balanço já estava em 281. Uma semana depois do abalo, fechou em 287.

Segundo o governo colombiano, os números continuam mudando conforme as equipes avançam sobre os escombros.

O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, decretou estado de desastre nacional e emergência econômica, e criou um fundo de reconstrução batizado de Fundo Milagre. As operações de busca e resgate seguem concentradas nas cidades mais atingidas.

Que ajuda o Brasil está enviando à Colômbia?

O Itamaraty anunciou em 12 de agosto o envio de ajuda humanitária ao país vizinho, após ligação do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, com o colombiano Omar Bula Escobar.

Em nota, o ministério informou que "o governo brasileiro está tomando medidas para o envio célere de ajuda humanitária para apoiar as ações de resposta do governo colombiano".

O Brasil também ofereceu equipes de busca e resgate, mas não chegou a enviá-las: Bogotá não fez pedido formal nesse sentido, e a ajuda brasileira foi estruturada como operação humanitária, não de resgate.

A resposta internacional já soma 222,5 toneladas de suprimentos enviados por outros países. Os Estados Unidos destinaram US$ 26,5 milhões, os Emirados Árabes Unidos, US$ 10 milhões, e a União Europeia, € 2 milhões.

O Banco Mundial liberou US$ 200 milhões em financiamento emergencial para a reconstrução.

O Itamaraty confirmou que não há brasileiros entre as vítimas identificadas. A unidade consular de emergência em Bogotá foi ativada no próprio dia do terremoto, e o ministério mantém linha de emergência também em Brasília para brasileiros que estejam na Colômbia.

Com quase 200 pessoas ainda desaparecidas, o trabalho das equipes de resgate segue como prioridade. Uma estimativa de prazo para a reconstrução das cidades atingidas ainda não existe.