O Brasil atingiu em outubro a marca de 6 milhões de domínios .br registrados, segundo o NIC.br, entidade que administra o registro no país. O resultado coloca o Brasil na 6ª posição entre mais de 300 domínios de código de país no mundo.
Em três décadas, o .br passou de uma centena de nomes a 6 milhões. O crescimento foi lento até os anos 2000 e acelerou depois, como mostra a linha do tempo abaixo.
O salto mais recente, de 5 para 6 milhões em quatro anos, é mais rápido que o salto anterior, de 2 para 5 milhões, que levou 12 anos. É o crescimento mais acelerado da história do registro.
Só em 2026, foram mais de 500 mil domínios novos até o início de outubro, o maior salto da história do registro segundo o NIC.br.
"O NIC.br construiu um modelo de gestão que combina solidez técnica e estabilidade operacional, com o compromisso de reinvestir os recursos em benefício da internet no país", disse Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br.
A receita do registro financia projetos de infraestrutura, segurança, pesquisa sobre uso de tecnologia e capacitação profissional. Hoje, 1,9 milhão de domínios .br já usam o DNSSEC, tecnologia que ajuda a prevenir fraudes de redirecionamento.
O domínio custa R$ 40 por ano, valor não reajustado desde 2017 e considerado um dos mais baixos do mundo pelo NIC.br. Basta ter CPF ou CNPJ brasileiro para registrar.
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O salto de 2026 acontece no mesmo período em que 93% das empresas no Brasil não incorporam IA, segundo estudo. Ter domínio não significa necessariamente um site moderno no ar.
Na prática, o Brasil registra domínios num ritmo recorde, mas não há dado público sobre quantos desses endereços têm, de fato, um site no ar.
O próprio governo federal usa a estrutura.
A Caixa Postal do gov.br soma 100 milhões de notificações enviadas a cidadãos.
A segurança da infraestrutura também é tema recorrente. O governo já afirmou que o Brasil se destaca na segurança digital, área em que o DNSSEC do .br também avança.
O ponto em aberto
O NIC.br divulga quantos domínios existem, mas não quantos têm site ativo no ar, a diferença entre registrar um endereço e usá-lo de verdade. Sem esse número, não dá para saber quanto do salto de 2026 virou site novo.





























