O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) disse nesta quinta-feira (6), em sabatina ao g1 e à GloboNews, que fará um "choque fiscal" se eleito, começando pela privatização da Petrobras. Segundo ele, quatro medidas na área fiscal gerariam economia de R$ 1 trilhão em 20 anos e ajudariam a reduzir os juros.
"Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Em Minas Gerais, nós privatizamos 118 empresas. Vamos fazer uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e vamos melhorar os programas sociais", afirmou Zema durante a entrevista.
O histórico da Cemig
Zema foi questionado sobre não ter concluído, como governador de Minas Gerais, sua principal promessa de campanha ao Executivo estadual: a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Ele respondeu que a venda está em processo e não avançou por falta de alianças políticas suficientes em seu primeiro mandato. "Agora, sendo eleito presidente do Brasil, eu vou assumir com capital político. Para mim, foi uma curva de aprendizado. Eu vou chegar em Brasília muito mais bem preparado", disse.
O plano fiscal
Como parte da proposta para o governo federal, o pré-candidato defendeu o enxugamento da estrutura da administração pública, a começar pela redução do número de ministérios. Ele afirmou que pretende implementar quatro medidas na área fiscal que, somadas, gerariam uma economia de cerca de R$ 1 trilhão ao longo dos próximos 20 anos — cenário que, segundo ele, seria bem recebido pelo mercado financeiro e ajudaria a reduzir a taxa de juros para menos da metade do patamar atual. A entrevista faz parte de uma série do g1 e da GloboNews com os principais pré-candidatos à Presidência, a 60 dias do primeiro turno.














