O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA), candidato à reeleição, mudou pela terceira vez sua autodeclaração racial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): branco em 2018, pardo em 2022 e preto em 2026. Ao g1, ele disse que houve um erro de digitação do partido e que já pediu a correção. O União Brasil confirmou o pedido.

As informações constam no banco de dados do TSE, que registra a autodeclaração de raça/cor de cada candidato. Nas últimas três eleições em que concorreu, Elmar Nascimento se declarou branco (2018), depois pardo (2022) e agora, para o pleito de 2026, a ficha de candidatura consta como preto.

O que diz o deputado

Procurado pelo g1, Elmar Nascimento afirmou que a autodeclaração como preto em 2026 foi um erro de digitação cometido pelo partido no preenchimento dos dados de pré-candidatura, e que a correção já foi solicitada. O União Brasil confirmou à reportagem que o pedido de mudança está em andamento. O g1 também procurou o TSE para saber como funciona a correção desse tipo de registro e aguardava retorno até a publicação desta matéria.

Por que a autodeclaração importa

A raça/cor autodeclarada por candidatos tem ganhado relevância eleitoral porque pode se relacionar a critérios de cotas raciais em disputas proporcionais, hoje verificados por comissões de heteroidentificação e pelo próprio TSE. Casos de outros políticos que mudaram sua autodeclaração racial entre uma eleição e outra já geraram controvérsia em pleitos anteriores. Elmar Nascimento tem 56 anos, nasceu em Campo Formoso, no interior da Bahia, e foi eleito deputado federal em 2014, 2018 e 2022.