O Tocantins fechou o primeiro semestre de 2026 com superávit recorde de US$ 1,7 bilhão na balança comercial, alta de 17,4% sobre o mesmo período de 2025. O resultado foi puxado pela soja, que respondeu por 59,8% das exportações, e pela consolidação da China como principal parceiro comercial do estado.
Segundo relatório da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), o estado movimentou US$ 1,9 bilhão em vendas externas no período, expansão de 20,2% na receita exportadora. A China, junto com outros quatro países, concentra 78,1% de tudo o que o Tocantins vende ao exterior e 69,1% do que importa.
A força dos grãos e da mineração
A soja gerou US$ 1,1 bilhão em exportações no semestre, crescimento de 11,6% sobre 2025. A carne bovina ficou em segundo lugar, com US$ 323,3 milhões, alta de 19,5%. Chamou atenção o salto das exportações de ouro, que cresceram 108,9% e somaram US$ 152,5 milhões, 8% das vendas externas do estado. Juntos, soja, carne bovina, ouro, farelo de soja e gado vivo para abate no exterior respondem por 94,2% de todas as divisas geradas pelo Tocantins. O relatório da Fieto também mostra uma mudança no perfil produtivo: a indústria de transformação já responde por 33,83% do valor exportado, com US$ 644,7 milhões vindos do processamento de carnes, ração animal e refino de minérios.
Mais fertilizante para a próxima safra
Para sustentar o ritmo de produção, o Tocantins também importou mais: as compras externas do estado saltaram 52,3%, para US$ 192,6 milhões, dos quais 58,8% (US$ 113,3 milhões) foram destinados a adubos e fertilizantes para a safra seguinte. A carga do estado escoa principalmente pelos portos de Itaqui, em São Luís (MA), e de Santos (SP), que concentram 77,9% das exportações e 61,3% das importações tocantinenses. Com esse desempenho, o Tocantins se mantém como o 3º maior exportador da Região Norte e ocupa a 15ª posição no ranking nacional de estados exportadores.














