O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) anunciou nesta terça-feira (4) o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como vice em sua candidatura à Presidência da República. Com o anúncio, Girão deve desistir da candidatura ao governo do Ceará, lançada em julho, e formar uma chapa presidencial composta inteiramente por integrantes do partido Novo.
A decisão foi tomada após uma série de conversas entre os dois e integrantes da direção nacional do partido. Antes de Girão, outros nomes chegaram a ser avaliados: Tiago Mitraud (Novo) foi cogitado, mas acabou escolhido para disputar o governo de Minas Gerais como vice de Mateus Simões (PSD); o empresário Geraldo Rufino (Podemos), citado publicamente por Zema, optou por concorrer ao Senado por São Paulo.
Quem é Eduardo Girão
Luís Eduardo Grangeiro Girão nasceu em Fortaleza em 25 de setembro de 1972 e tem 53 anos. Antes da política, atuou como empresário nos setores de hotelaria, segurança privada, transporte de valores e produção audiovisual, e presidiu o Fortaleza Esporte Clube em 2017. Eleito senador pelo Ceará em 2018 com 1,3 milhão de votos, ingressou no Novo em 2023 e se tornou o primeiro senador do partido; seu mandato vai até janeiro de 2027. Em 2024, disputou a Prefeitura de Fortaleza e ficou em quinto lugar.
A aproximação com Zema
A aliança entre os dois vem de antes da campanha presidencial: em julho, Zema participou do lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do Ceará, quando os dois criticaram o PT e o apoio de parte do PL cearense a Ciro Gomes (PSDB). Em ocasião anterior, Girão já havia elogiado publicamente a gestão de Zema à frente de Minas Gerais, chamando-a de referência de "austeridade" e "capacidade de gestão" dentro do Novo. No Senado, Girão tem atuação alinhada à pauta liberal-conservadora: defende redução do tamanho do Estado, é contrário à descriminalização do aborto e à legalização das drogas, e apresentou ou apoiou pedidos de impeachment de ministros do STF.














