Uma greve dos trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM paralisou parcialmente o serviço nesta terça-feira (4) em São Paulo, afetando cerca de 850 mil passageiros por dia. Os ferroviários protestam contra a concessão das linhas à Trivia Trens e pedem garantia de emprego.

A paralisação começou à meia-noite. Pela manhã, a Linha 11-Coral operava parcialmente entre Barra Funda e Guaianases, e a Linha 12-Safira entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto seguiam totalmente parados. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, de sindicatos distintos, operavam normalmente, assim como o metrô.

Quais são as reivindicações dos ferroviários?

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, os trabalhadores cobram a garantia de emprego para cerca de 4 mil funcionários em meio ao processo de concessão das linhas, concluído em julho e temporariamente suspenso após um incêndio na primeira semana de operação da Trivia Trens. Entre os pleitos também está a aprovação do PL 730/2025, que absorveria os funcionários na administração pública estadual. O sindicato afirma estar aberto ao diálogo, à espera de propostas concretas do governo de São Paulo.

O que a Justiça determinou?

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou operação mínima de 80% nos horários de pico e de 60% nos demais períodos, sob multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento. Para amenizar o impacto, a Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos na cidade durante todo o dia, foram disponibilizados 128 ônibus extras pelo programa emergencial Paese e o metrô abriu as estações às 4h, antes do horário normal.