A Anvisa proibiu a venda e a propaganda de produtos das farmácias Puríssima e Citrus, que ofereciam medicamentos manipulados pela internet sem prescrição médica. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta semana, também mirou produtos de cannabis irregulares e gases medicinais sem autorização.
A Resolução RE nº 3.024, de 31 de julho de 2026, atinge a Puríssima Farmácia de Manipulação, que divulgava e oferecia pela internet o produto "Puríssima Saúde Personalizada" sem exigir prescrição de profissional habilitado. A Citrus Farmácia de Manipulação também foi alvo: segundo a Anvisa, a empresa vendia por site e redes sociais medicamentos manipulados padronizados — ou seja, produzidos em série, e não individualizados por paciente como a legislação exige — mesmo divulgando-os como personalizados.
O que mais a Anvisa proibiu na mesma decisão?
A agência também proibiu a comercialização e a propaganda de todos os produtos derivados de cannabis da empresa Vitanabis Intermediação e Serviços Ltda., que os divulgava em site e redes sociais (na plataforma "Qura App") sem registro ou autorização da Anvisa. Além disso, determinou a apreensão de todos os gases medicinais produzidos pela C Alles Ribeiro Ltda., fabricante que não tem autorização para produzir medicamentos — o que torna proibida a fabricação, importação, distribuição e uso desses produtos.
As farmácias Puríssima e Citrus vendiam para consumidores de diferentes estados brasileiros pela internet, por meio de site próprio e redes sociais.














