O BNDES aprovou nesta segunda-feira (3) financiamento de até R$ 3,7 bilhões para a Embraer exportar 19 aeronaves E195-E2 à canadense Porter Aviation Holdings. A operação usa a linha BNDES Exim pós-embarque, com entregas previstas até 2030 — a primeira financiada diretamente pelo banco para uma companhia aérea do Canadá.
O crédito tem garantia do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e Seguro de Crédito à Exportação (SCE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF). A Porter encomendou 75 unidades do E195-E2 no total à Embraer; até agora, 54 aeronaves já foram entregues, três delas financiadas em contrato anterior do BNDES assinado em dezembro de 2025.
Por que o BNDES entrou nessa negociação?
O financiamento oferece à Porter uma alternativa de crédito para bancar a compra dos jatos sem depender só do mercado financeiro internacional. Para o BNDES, a operação sustenta a produção da Embraer e os empregos da indústria aeronáutica no Brasil — a fabricante é a maior exportadora de aviões comerciais de médio porte do país.
"Este financiamento apoia a manutenção do nível de produção da Embraer e dos empregos da indústria aeronáutica nacional", disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Felipe Santana, vice-presidente executivo financeiro da Embraer, e Rob Palmer, vice-presidente executivo e CFO da Porter Airlines, também comentaram a parceria. Maíra Madrid, presidente da ABGF, afirmou que o SCE foi pensado para fortalecer as políticas de apoio às exportações brasileiras.
A Porter também recebeu autorização em fevereiro deste ano para operar voos com destino ao Brasil por meio de codeshare com a Air Transat.











