O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta segunda-feira (3) relator do terceiro pedido de inquérito da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A PF suspeita de tráfico de influência do empresário em contratos de governo com a empresa de tecnologia 3Structure IT.

Cabe agora a Dino decidir se autoriza a abertura da investigação — ele ainda não se manifestou sobre o pedido. Segundo a PF, o sócio da 3Structure IT, Cléber Ribas de Oliveira, é suspeito de buscar contratos com a Dataprev e outros órgãos federais em troca de favorecimento a Lulinha. Um dos indícios citados pelos investigadores é que os dois usaram a mesma localizadora de reserva em uma viagem a Foz do Iguaçu (PR), em 15 de dezembro de 2024.

Quais são os outros dois inquéritos contra Lulinha?

Este é o terceiro pedido de inquérito da PF contra Lulinha em pouco mais de uma semana. Os dois primeiros já foram autorizados, em 30 de julho, pelo ministro André Mendonça, que também é relator deles. O primeiro apura suposta influência de Lulinha no Ministério da Saúde e na Presidência para viabilizar a comercialização de cannabis medicinal, e cita a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". O segundo trata de ações envolvendo a Dataprev, estatal de tecnologia ligada ao Ministério da Gestão e Inovação.

A defesa de Lulinha, feita pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori, nega irregularidades e afirma que a Polícia Federal não reúne provas robustas para os pedidos, classificando as investigações como tentativa de uso político-eleitoral às vésperas das eleições de 2026. Nem a Dataprev nem o Ministério da Saúde confirmaram contratos ou repasses ligados às acusações.