O número de casos de sarampo confirmados no estado de São Paulo em 2026 chegou a 15, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (31) pela Secretaria de Estado da Saúde. O balanço divulgado três dias antes, em 28 de julho, apontava 14 casos — os números vêm sendo atualizados ao longo das semanas.
Naquele balanço de 28 de julho, 11 casos estavam ativos — 2 em São Bernardo do Campo e 9 na cidade de São Paulo — e outros 3 haviam sido encerrados no início do ano, sem risco de transmissão. Segundo a secretaria estadual, 13 dos casos ocorreram em bebês de até 1 ano e em adultos entre 20 e 50 anos.
Cobertura vacinal abaixo da meta
A alta de casos aumentou a preocupação dos serviços de saúde. Dados preliminares de 2026 indicam cobertura de 77,5% para a primeira dose e de 65,5% para a segunda dose da tríplice viral no estado de São Paulo, segundo a secretaria estadual — bem distante da meta de 95% para cada dose.
Em 2025, a cobertura vacinal nacional havia alcançado 92,9% na primeira dose (D1) e 78,3% na segunda (D2). Nos três municípios sob atenção especial, os índices de 2025 foram de 91,59% (D1) e 83,90% (D2) em Guarulhos; 90,84% e 83,62% em São Bernardo do Campo; e 90,79% e 83,63% na capital paulista.
Multivacinação começa na segunda-feira
A campanha estadual de multivacinação vai de 3 de agosto a 1º de setembro e alcança os 645 municípios paulistas, com foco em menores de 15 anos. Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, porém, o Ministério da Saúde recomendou ampliar a vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos. Para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, a orientação é a chamada "dose zero".
Mais de 7,2 milhões de doses da tríplice viral foram distribuídas, das quais cerca de 2,9 milhões já haviam sido aplicadas, conforme o balanço de 28 de julho. Além da tríplice viral, a campanha oferece vacinas como BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, meningocócica C e ACWY, influenza, covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV.
"A atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis", afirmou Tatiana Lang, da secretaria estadual de Saúde e diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).














