O PT chega à reta final das convenções partidárias com uma escolha estratégica clara: abrir mão de candidaturas próprias a governo estadual em boa parte do país para montar palanques mais largos na disputa pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O partido apoiará candidatos aliados em 14 estados e terá cabeça de chapa em 12 unidades da Federação.

Ficam sem candidatura própria do PT: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Em parte desses casos, o partido cedeu o topo da chapa para apoiar nomes considerados mais competitivos — foi o que ocorreu no Amapá, com Clécio Luís (União Brasil), na Paraíba, com Lucas Ribeiro (PP), e em Sergipe, com Fábio Mitidieri (PSD).

Onde o PT encabeça a chapa

O partido mantém candidato próprio na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, no Mato Grosso do Sul, no Piauí, no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em São Paulo.

Entre os nomes já conhecidos estão Patrus Ananias, em Minas Gerais, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, Elmano de Freitas, no Ceará, e Rafael Fonteles, no Piauí. Em Goiás, o nome citado é o de Luís César Bueno.

Roraima é o ponto em aberto

O estado que segue sem definição é Roraima, cuja convenção local estava marcada para 4 de agosto. Ali, os possíveis candidatos têm evitado associar-se às cores do PT e à imagem de Lula.

O desenho ainda não é definitivo. As convenções partidárias vão até 5 de agosto, data limite para os partidos oficializarem candidaturas e coligações, e o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto — ou seja, o quadro pode mudar nos próximos dias. A convenção nacional do PT está marcada para este domingo, 2 de agosto, e o lançamento oficial da candidatura de Lula, para 16 de agosto.