A primeira semana de propaganda eleitoral, iniciada em 16 de agosto, expôs um campo à direita disputado por pelo menos quatro nomes: o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o escritor Augusto Cury (Avante).
O que a pesquisa mostra
Uma pesquisa Quaest/Genial, feita com 2.004 entrevistas presenciais entre 10 e 13 de agosto, registrada no TSE sob o número BR-06773/2026, testou o desempenho de cada nome isoladamente: Flávio Bolsonaro pontuou 54%, Caiado 35%, Zema 34% e Cury 16%.
No cenário de segundo turno simulado pela mesma pesquisa, Lula tem 43% contra 40% de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Sintoma organizacional: dois marqueteiros trocados na mesma semana
Cury trocou o comando do marketing de campanha dias antes do início da propaganda: Leandro Grôppo saiu, e entrou Sérgio Lima, que já havia trabalhado na campanha de Bolsonaro em 2018.
Caiado também trocou de marqueteiro na mesma semana, com a saída de Paulo Vasconcelos e a entrada de Marcos Carvalho, em meio à disputa mais acirrada entre candidatos do mesmo campo político.
Enquanto isso, Caiado lançou um plano de saúde com quase 40 propostas do ex-ministro Henrique Mandetta e defendeu que o Brasil, não os Estados Unidos, lidere o combate ao crime organizado na América do Sul.
O que isso muda para o eleitor
A pesquisa Quaest testou o desempenho de cada nome no mesmo levantamento, com ficha técnica e registro no TSE públicos, dias antes do início oficial da propaganda no rádio e na TV.
Fica em aberto se as propostas já lançadas nesta primeira semana, como o plano de saúde de Caiado ou as bandeiras defendidas por Cury, vão aparecer nas próximas pesquisas registradas ao longo do ciclo eleitoral.


























