A Polícia Militar do Distrito Federal vai enviar tropas especializadas para reforçar o policiamento em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, nesta sexta-feira (2/10). A medida ocorre dois dias antes da eleição e depois de os EUA suspenderem o atendimento presencial no país.
Nós não chegamos em detalhamento. O que existe na prática é uma grande preocupação pela conjuntura, com uma eleição polarizada, uma eleição que traz uma atenção muito especial do mundo para o Brasil.
A avaliação é do comandante-geral da PM-DF, coronel Rômulo Palhares, ao g1. O 5º Batalhão Militar, conhecido como Batalhão Rio Branco, já é responsável pelo policiamento das áreas de embaixadas em Brasília, mas vai ganhar reforço "em razão das eleições", segundo o coronel.
Os Estados Unidos suspenderam nesta sexta (2/10) o atendimento presencial na embaixada em Brasília e em consulados de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte. A Austrália seguiu a mesma decisão horas depois.
Nenhum dos dois governos detalha qual seria a ameaça por trás da medida.
A suspensão vale de sexta (2/10) a segunda-feira (5/10), período que cobre o domingo (4/10) de votação do primeiro turno das eleições gerais no país.
"Não tem prazo definido. Enquanto durar essa situação de alerta ou de preocupação, até que a gente tenha uma informação mais específica, a tendência nossa é manter a presença da Polícia Militar", concluiu Palhares ao g1.
Em nota, o Departamento de Estado dos EUA informou que trabalha "em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança".
O órgão não respondeu se havia aviso prévio aos cidadãos com atendimento agendado.
A capital já vivia um dia de atenção redobrada. Mais cedo, a PM também descartou uma suspeita de bomba perto do STF. Para o comando da corporação, a eleição deste domingo criou um cenário de atenção redobrada sobre alvos sensíveis da capital.
O que acontece agora
O próximo capítulo deste cenário é a eleição deste domingo (4/10), quando o Brasil elege presidente, governadores, senadores e deputados. A PM não deu prazo para encerrar o reforço e diz que a presença deve continuar enquanto durar o alerta.






























