A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (6) o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e mais cinco pessoas por um novo desdobramento da Operação Sem Desconto, agora sobre R$ 26,4 milhões repassados pela Contag a 15 pessoas físicas e jurídicas. O relatório foi enviado ao ministro André Mendonça, do STF.

Além de Stefanutto, foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de benefícios André Paulo Félix Fidelis, junto com outras três pessoas cujos nomes não foram divulgados. Segundo a Polícia Federal, eles são acusados dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e integração de organização criminosa.

Este é um novo capítulo da Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Em julho, os mesmos três ex-gestores já haviam sido indiciados por corrupção em um desdobramento anterior, focado no repasse de cerca de R$ 6 bilhões por meio da Confederação Nacional de Agricultores Familiares (Conafer). O indiciamento desta semana é especificamente sobre os valores movimentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Cabe agora à Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, decidir se oferece denúncia formal contra os indiciados a partir do relatório encaminhado ao STF.