O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevêdo vai coordenar a área de relações internacionais e comércio exterior da campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). Ele vai contribuir com propostas de política externa, mas não deve participar de atos eleitorais nem fazer campanha pelo candidato.

Azevêdo já vinha contribuindo nas últimas semanas com diretrizes para essas áreas, encaminhadas a Roberto Brant, responsável pela coordenação geral do plano de governo da campanha. A indicação faz parte da montagem gradual da estrutura de Caiado, que oficializou a candidatura ao Palácio do Planalto em 26 de julho. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, é o candidato a vice na chapa.

Ao anunciar Azevêdo, Caiado criticou — sem citar nomes — a condução das relações internacionais pelas candidaturas que, segundo ele, representam a polarização política no país: “Vivemos um cenário em que as duas candidaturas que exercem a polarização estão prejudicando o Brasil em busca de benefícios eleitorais. Um lado estimulando taxações com vistas ao período eleitoral e trocando o debate de projetos para o Brasil por bate-boca internacional, enquanto o governo se concentra em politizar negociações, com bravatas e ofensas diplomáticas que em nada contribuem com as relações exteriores e comerciais brasileiras”, disse.

Azevêdo é diplomata de carreira formado pelo Instituto Rio Branco e engenheiro elétrico pela Universidade de Brasília. Comandou a OMC entre 2013 e 2020, sendo o primeiro latino-americano a ocupar o cargo — foi reconduzido por consenso a um segundo mandato em 2017. Antes disso, foi representante permanente do Brasil na OMC e negociador-chefe do país em temas comerciais.

Segundo pesquisa Quaest/Genial Investimentos divulgada na quarta-feira (5), com 2.004 entrevistados ouvidos entre 31 de julho e 3 de agosto, margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE sob o número BR-06591/2026, Caiado aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno — o mesmo patamar de julho — e somaria 37% em um eventual segundo turno contra Lula, que tem 45%.