A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (4) 18 mandados de busca e apreensão contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do advogado Willer Tomaz, em nova fase da Operação Sem Desconto. A ação, autorizada pelo STF, mira suposta lavagem de dinheiro ligada ao esquema de descontos indevidos no INSS, que somam R$ 6,3 bilhões.
Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão, estado que Weverton representa no Senado. Entre os alvos da fase desta terça estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador, que hoje ocupa o cargo de vice-líder do governo Lula na Casa. O próprio Weverton não foi alvo de mandado nesta etapa da operação, mas segue sob investigação no inquérito.
O que apura a investigação?
As apurações começaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, segundo a PF, teriam sido feitas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e o destino dos recursos ligados ao esquema de fraudes no INSS.
O que diz a defesa do senador?
A defesa de Weverton Rocha nega qualquer participação em irregularidades e argumenta que o senador não pode responder por relações profissionais de terceiros. Em nota, ele reafirmou inocência e disse confiar nas instituições responsáveis pela apuração. A Polícia Federal chegou a apontar Weverton como suposto "sócio oculto" do esquema e pediu sua prisão, mas o Ministério Público Federal avaliou que as provas contra o senador eram frágeis e não demonstravam conexão direta com as irregularidades — parecer seguido pelo ministro do STF André Mendonça, relator do caso, que negou o pedido.














