A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6) a Operação Fatura Exposta contra um esquema de fraude que causou prejuízo de mais de R$ 8 milhões ao plano de saúde dos funcionários do Serpro. Agentes cumpriram 21 mandados de busca e apreensão para apurar laudos médicos falsificados usados para cobrar sessões de fisioterapia nunca realizadas.

A ação foi conduzida em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a Polícia Federal, as irregularidades encontradas incluem procedimentos não reconhecidos pelos próprios usuários do plano, assinaturas divergentes nos laudos, sobreposição de solicitações de reembolso e repetição de atendimentos em períodos incompatíveis com a rotina de um paciente.

O esquema veio à tona depois de uma denúncia formal, somada a auditorias internas do Serpro que fizeram um pente-fino em solicitações atípicas de reembolso. A estatal suspendeu preventivamente os pagamentos às clínicas envolvidas e afirma estar colaborando com as autoridades.

Os investigados podem responder por obtenção fraudulenta de recursos, uso de documento falso, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Nenhum nome de indiciado foi divulgado até o momento.