O dólar fechou em alta de 0,11% nesta sexta-feira (18/9), cotado a R$ 5,144, e o Ibovespa recuou 0,41%, a 185.229 pontos. Os mercados reagiram aos juros opostos que Fed e Copom cravaram na quarta-feira (16/9): alta nos EUA, corte no Brasil.
O pregão desta sexta-feira inverteu o resultado da véspera. Na quinta-feira (17/9), a bolsa fechou em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, e o dólar recuou 0,24%, a R$ 5,1289.
O giro financeiro da B3 somou R$ 16,21 bilhões nesta sexta, ante R$ 18,6 bilhões no dia anterior, segundo o Poder360. A Bolsa chegou a tocar 185.991 pontos ao longo do pregão, mas perdeu força e fechou no menor nível do dia.
De acordo com o Metrópoles, os investidores operaram sob moderada aversão ao risco, atentos ao preço do petróleo, principal fonte de pressão inflacionária na economia global.
O petróleo tipo Brent recuou 0,91%, a US$ 103,87, na terceira queda seguida. O WTI, referência dos Estados Unidos, caiu 1,58%, a US$ 100,30, segundo o Metrópoles.
Na semana, o Brent acumulou perda de 0,71% e o WTI teve alta de 0,25%. Ambos os contratos seguem acima de US$ 100 por barril, patamar que pressiona a inflação global.
Por que Fed e Copom foram em direções opostas
O Fed elevou sua taxa básica de juros para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano na quarta-feira (16/9), a primeira alta desde 2023 e a primeira decisão sob o novo presidente do banco central americano, Kevin Warsh.
O motivo foi uma inflação americana mais resistente do que o esperado ao longo de 2026, combinada com custos de financiamento em alta em todo o mundo.
No mesmo dia, o Copom cortou a Selic para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido de 0,25 ponto percentual. O Banco do Japão elevou sua taxa ao maior nível em 31 anos, a 1,25%.
A decisão já havia sido tema de matéria da TV Sim Brasil sobre a decisão da Superquarta de juros opostos. O pregão desta sexta mostrou a primeira reação prática do mercado a ela.
Para Emerson Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa, o mercado também reagiu à alta dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) de 10 anos acima de 5%. O movimento reforçou o dólar frente a moedas emergentes, como o peso mexicano e o colombiano.
O que muda para quem tem dólar ou investe na Bolsa
O efeito direto está no câmbio: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos diminui, o que torna o carry trade menos atrativo para o real e tende a pressionar a moeda brasileira, segundo analistas de mercado.
O diferencial absoluto, porém, segue alto. Mesmo após o corte, a Selic brasileira está mais de nove pontos percentuais acima do teto da taxa americana.
Na Europa, as bolsas tiveram baixas mais fortes que a brasileira nesta sexta: o Stoxx 600 caiu 1,12%, o DAX de Frankfurt cedeu 1,60% e o CAC 40 de Paris perdeu 1,49%.
Em Wall Street, onde o juro dos EUA já vinha pressionando as bolsas de Nova York, o S&P 500 e o Nasdaq fechavam em leve alta no fim da tarde, e o Dow Jones cedia 0,12%.






























