O candidato ao governo de Minas Gerais Henrique Áreas (PCO) defendeu a suspensão do pagamento da dívida do estado durante agenda de campanha nesta sexta-feira (18/9), no Mercado Central de Belo Horizonte. Ele diz que a medida liberaria dinheiro para saúde e educação.

"Na nossa opinião, essa dívida já está paga. Precisaria que houvesse uma mobilização da população para que essa dívida não fosse mais paga e sobrasse dinheiro efetivamente para benefícios, como saúde e educação", afirmou o candidato.

Áreas também defendeu maior participação da sociedade civil e de entidades representativas dos trabalhadores nos processos de licenciamento ligados à mineração.

A panfletagem começou por volta do meio-dia, na Avenida Augusto de Lima, quando o candidato distribuiu material de campanha e conversou com quem passava pelo mercado. Depois, ele seguiu para Ibirité, na Região Metropolitana de BH, para reunião com apoiadores e integrantes do partido.

O que a dívida de Minas Gerais tem hoje

O estoque da dívida de Minas Gerais com a União somava cerca de R$ 182 bilhões em janeiro deste ano, segundo declaração do próprio governo estadual na adesão ao Propag, o programa federal de renegociação de dívidas estaduais.

Pelo Propag, Minas Gerais tem até 30 anos para quitar a dívida, com juros reduzidos de 4% para até 0% ao ano, em troca da entrega de ativos, como ações da Cemig e da Copasa, e de investimentos em educação.

O estado já teve, entre dezembro de 2022 e o início deste ano, 21 meses de suspensão da dívida por decisões liminares do STF, segundo levantamento do Tesouro Nacional. Na prática, uma pausa parecida já ocorreu por decisão judicial, não por mobilização popular.

Outro pré-candidato, Arcanjo Pimenta (MDB) defende excluir a Cemig do pacote de ativos oferecido no acordo da dívida, uma posição mais moderada que a suspensão total proposta por Áreas.

Áreas é um dos 11 candidatos ao governo de Minas Gerais. Cleitinho lidera as pesquisas da disputa, seguido por nomes como Mateus Simões, Gabriel Azevedo e Kalil.

Levantamentos recentes mapearam o tabuleiro completo da disputa pelo governo e pelo Senado em Minas Gerais, com o eleitorado ainda dividido entre candidatos de perfis distintos.