Um bebê de 29 dias que morreu em Goiás se tornou o doador de órgãos mais jovem já registrado no estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO). A família autorizou a doação dos rins após a confirmação de morte encefálica, nesta quinta-feira (17).
O órgão foi levado ao Aeroporto Internacional de Goiânia Santa Genoveva e seguiu em voo comercial da GOL até outro estado, onde será implantado em um paciente que aguarda transplante. A SES não confirmou o destino.
Cada doação pediátrica pode representar uma oportunidade importante para pacientes que aguardam um transplante compatível.
A frase é de Katiuscia Christiane Freitas, gerente estadual de Transplantes da SES-GO. Segundo ela, a doação em recém-nascidos e crianças é rara, pela baixa ocorrência de casos elegíveis e pelos critérios específicos de compatibilidade.
Em Goiás, 66% das famílias entrevistadas recusam autorizar a doação após a morte, segundo a Central Estadual de Transplantes. A recusa familiar barra 45% das doações de órgãos no Brasil como um todo.
Como funciona o transporte
O transporte de órgãos precisa ser rápido para preservar o tecido dentro do chamado tempo de isquemia, o período entre a retirada do doador e o implante no receptor. Aeronaves com órgãos têm prioridade para pousos e decolagens.
Segundo o Ministério da Saúde, o prazo máximo é de 4 horas para o coração, 12 horas para o fígado e 36 horas para o rim.
O transporte pode ser feito em voo comercial ou em aeronaves mobilizadas especificamente, como as da FAB, do Corpo de Bombeiros ou do Serviço Aéreo do Estado.
Entre janeiro e agosto de 2026, Goiás transportou 123 órgãos e tecidos por via aérea, incluindo 54 rins, 14 fígados e 7 corações.
Em Minas Gerais, o aumento nas doações também tem salvado vidas nos últimos anos.
No estado, quase 2 mil pessoas já registraram intenção de doar órgãos pela internet.





























