A advogada Isabela Costa afirmou que exigir a senha do celular da parceira, fiscalizar conversas e controlar horários e trajetos pode caracterizar violência psicológica dentro de um relacionamento. Segundo ela, compartilhar a senha por vontade própria é diferente de ser cobrada a entregá-la, e o limite está na vigilância e na invasão da privacidade.

A diferença entre compartilhar e ser obrigada

"Pode sim, compartilhar a senha por vontade própria é uma coisa", disse a advogada. Em seguida, ela separou o que considera abuso: "Exigir a senha, fiscalizar conversas, controlar com quem e onde a mulher está é outra."

Para Isabela Costa, o namoro ou o casamento não anulam o direito à privacidade. "Estar em um relacionamento não significa abrir mão da própria intimidade", declarou.

Quando o controle vira violência

Para a advogada, a presença de vigilância, intimidação ou violação da privacidade pode caracterizar violência psicológica na relação. "Controle não é prova de amor", reforçou.

Isabela Costa orientou quem se reconhece na descrição a buscar informação e ajuda, em vez de enfrentar a situação em silêncio.

"Compartilha esse vídeo porque alguém pode precisar ouvir isso."