O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu, em entrevista ao g1 e à GloboNews nesta quinta-feira (6), que o Brasil retalie as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Zema disse que avaliaria substituir importações americanas por outros mercados e criticou a atuação do governo Lula nas negociações com Washington.
Retaliação aos EUA e crítica a Trump
"O Brasil precisa aprender a negociar melhor", afirmou Zema, defendendo que o país avalie quais produtos e serviços comprados dos Estados Unidos poderiam ser substituídos por fornecedores de outros mercados. Segundo ele, esse tipo de negociação "demanda tempo, demanda gente capacitada" — e criticou o histórico do governo atual: "Eu tenho observado que esse governo não tem feito nada". Zema disse ainda que o Brasil "não vai ser capacho dos Estados Unidos nem de ninguém".
Sobre o presidente americano Donald Trump, Zema o descreveu como "imprevisível e um tanto quanto fanfarrão" e afirmou que não aceitaria concessões como reformar o Pix em troca de um alívio nas tarifas.
Observadores eleitorais, voto impresso e a disputa com Flávio Bolsonaro
Zema também criticou a decisão do governo Lula de não permitir a presença de observadores americanos nas eleições de outubro, chamando a postura de "inadequada". "Quem não deve não teme", disse o candidato, que defendeu ainda a adoção de voto impresso em um percentual das urnas do país.
Questionado se Flávio Bolsonaro (PL), outro candidato à Presidência, também tem parcela de responsabilidade pela piora na relação entre Brasil e Estados Unidos que culminou nas tarifas, Zema respondeu "com toda a certeza" e disse que Lula e Flávio vivem "empurrando a responsabilidade" um para o outro.














