O governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, disse em entrevista ao GloboNews nesta sexta-feira (7) que não privatizaria o Banco do Brasil nem a Caixa Econômica Federal, defendeu ajuste fiscal sem aumento de impostos e prometeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro como primeiro ato de governo.

A entrevista faz parte de uma série do g1 e da GloboNews com os cinco melhores colocados na pesquisa Datafolha de 24 de julho. Antes de Caiado, passaram pela série Renan Santos e Romeu Zema.

Privatizações: BB e Caixa ficam de fora

Questionado sobre privatizar bancos públicos, Caiado foi direto: "De jeito nenhum eu privatizaria o Banco do Brasil", disse, argumentando que a instituição "ainda tem o poder de proporcionar, em regiões de maior carência no Brasil, acesso ao sistema de crédito". Afirmou que manteria a Caixa sob comando da União. Sobre a Petrobras, admitiu considerar a venda de segmentos de gás — não das operações em águas profundas — porque, na avaliação dele, a estatal "está deixando a desejar na área de gás".

Reforma tributária e anistia ao 8 de Janeiro

Caiado disse que pretende rever pontos da reforma tributária aprovada no governo Lula, sem revogá-la. Um dos alvos é o chamado split payment, mecanismo de recolhimento automático de tributos que, para ele, não se adequa à realidade brasileira. "Não podemos fazer uma reforma tributária que transfira mais peso para quem produz", afirmou.

Sobre o Estado, disse que "o Brasil não pode continuar gastando mais do que arrecada" e citou como referência o próprio governo em Goiás: "Cortei incentivos fiscais, mais de R$ 3 bilhões no estado. Fiz uma reforma da previdência no estado de Goiás."

Caiado também defendeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 como primeiro ato de um eventual governo: "Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo. É uma briga inútil, que só traz desgastes." Diante da rejeição popular à proposta, comparou: "50% da população também não concorda que Lula tivesse sido absolvido diante de tantas denúncias."