O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou nesta segunda-feira (3) o adversário Flávio Bolsonaro (PL) em entrevista ao canal MyNews, disputando o espaço de 'candidato do agro'. Ex-governador de Goiás, Caiado disse: 'Eu sou a raiz, eu não sou sabor agro', e questionou a experiência de gestão do rival.
Perguntado por que parte do agronegócio apoia Flávio, Caiado listou seu currículo no tema e disse que o rival 'não entende' do assunto para um debate. 'Onde você tem agricultura investindo e abrindo fronteira, a renda per capita, a saúde, a escolaridade e a condição de vida das pessoas são melhores', afirmou, citando o Matopiba, Goiás e Mato Grosso como exemplos. Ele também criticou o que chamou de desmonte de políticas estruturantes para o setor sob governos do PT, incluindo a Embrapa, e disse que o agronegócio 'não aguenta produzir' com a taxa de juros atual — um problema que, segundo ele, o crédito extraordinário liberado pelo governo Lula ajudou a causar.
A disputa pelo eleitorado do agro
Questionado sobre por que não consegue converter esse discurso em votos do setor, hoje mais alinhado a Flávio, Caiado respondeu que seu eleitorado 'ainda não acordou' e atribuiu a diferença à estrutura de campanha: lembrou não ter tido partido até receber o apoio de Gilberto Kassab, presidente do PSD, enquanto Flávio conta com organização política montada há mais de oito anos. Questionado se seu maior desafio é vencer Lula ou vencer Flávio, disse que precisa ficar à frente do rival do PL no primeiro turno, porque a candidatura dele seria o 'peru de Natal' que Lula deseja enfrentar no segundo turno — nas palavras de Caiado, Flávio chegaria à etapa final 'tendo que ficar se explicando' de denúncias. Caiado também questionou a capacidade de gestão do adversário: 'não se aprende a governar na Presidência da República'.
Milícias, feminicídio e anistia de 8 de Janeiro
Questionado sobre milícias, Caiado disse que quem usa uma estrutura de proteção para praticar crime é 'mais bandido ainda' e que não existe diferença entre bandidos 'de direita' ou 'de esquerda'. Ele também defendeu medidas mais duras contra feminicídio, incluindo confisco de bens de agressores, e afirmou que fará anistia 'ampla, geral e irrestrita' a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro logo no primeiro dia de mandato, caso seja eleito.














