A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quinta-feira (30) os áudios do árbitro de vídeo referentes às duas expulsões do Vitória na derrota por 4 a 0 para o Palmeiras, no Barradão, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. As gravações confirmam as decisões que tiraram os zagueiros Cacá e Luan Cândido de campo — mas a comunicação sobre o lance que mais irritou o clube baiano não foi liberada.

A partida foi apitada por Alex Gomes Stefano, com Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira no VAR. As duas expulsões aconteceram em menos de dois minutos: Cacá recebeu o vermelho aos 36 do primeiro tempo e Luan Cândido caiu na sequência.

O que dizem os áudios divulgados

No lance de Cacá, o árbitro de vídeo recomenda a revisão descrevendo o contato: "Vou recomendar a revisão para cartão vermelho. O jogador que vai dar o carrinho não acerta a bola e, com as travas da chuteira, acerta a panturrilha do adversário com intensidade alta". Outro trecho registra: "O atacante joga a bola e depois ele acerta. Pega na altura da perna, alto, vou recomendar revisão".

Depois de assistir ao monitor, Stefano volta com a decisão: "Toca na bola, bem acima do tornozelo, perna em riste. Vou voltar com cartão vermelho por jogo brusco grave".

O segundo áudio trata da expulsão de Luan Cândido. O VAR diz: "Vou recomendar revisão para uma possível expulsão. Jogador faz gesto de roubo, número 36". Em outra passagem: "Gesto de roubo nitidamente. Número 36 tá em jogo, correto?".

O lance que ficou de fora

A CBF não divulgou o diálogo sobre a jogada ocorrida aos 25 minutos do primeiro tempo, quando o meia Maurício, do Palmeiras, atingiu o queixo de Cacá com o braço. O zagueiro precisou de atendimento médico, levou cinco pontos no ferimento e permaneceu em campo. O árbitro aplicou cartão amarelo direto, sem ser chamado ao monitor — e, como não houve revisão, o áudio permaneceu sob sigilo, conforme o procedimento padrão da entidade de liberar apenas as conversas de lances revisados.

Na súmula, o lance foi descrito como "golpear um adversário de maneira temerária na disputa da bola" e "por uso indevido dos braços de maneira temerária na disputa de bola".

Ainda em campo, Cacá reclamou com o árbitro: "Da cotovelada você não falou nada". O presidente do Vitória, Fábio Mota, criticou a arbitragem e afirmou que o "Brasil viu o jogo", sustentando que a não expulsão de Maurício desequilibrou a partida e que o time baiano "era melhor" antes daquele lance.