O Brasil registrou superávit de US$ 7,1 bilhões na balança comercial em julho de 2026, alta de apenas 1% sobre julho de 2025, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 34,1 bilhões e as importações, US$ 27,1 bilhões. As vendas para os Estados Unidos caíram 5% no mês, para US$ 3,64 bilhões.
A corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 61,2 bilhões, 6,8% acima de julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho, o superávit soma US$ 49 bilhões, com exportações de US$ 218,6 bilhões, avanço de 10,5% sobre o mesmo período do ano passado.
O efeito do tarifaço nas exportações
A queda de 5% nas vendas aos EUA em julho ainda não reflete o novo tarifaço americano em toda a sua força. Uma sobretaxa de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros entrou em vigor em 22 de julho, e dois dias depois os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 12,5% após investigação sobre suposto uso de trabalho forçado. Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, as medidas só começaram a valer plenamente em 29 de julho — ou seja, o impacto mais forte deve aparecer nos dados de agosto. No acumulado do ano, a retração das vendas ao mercado americano já é bem mais evidente: queda de 12,2%, para US$ 20,95 bilhões entre janeiro e julho. Outros parceiros também recuaram em julho, como Argentina (-13,9%) e México (-4,4%).
Quem segurou o resultado
A China seguiu como principal destino das exportações brasileiras, concentrando quase um terço das vendas externas do país em julho, com US$ 10,7 bilhões e alta de 8,6% sobre julho de 2025 — no acumulado do ano, o crescimento das vendas ao mercado chinês é de 19,7%, somando US$ 69,03 bilhões. A União Europeia também expandiu compras no acumulado, com alta de 11%, para US$ 31,59 bilhões. Em julho, agropecuária e indústria extrativa ajudaram a puxar o resultado: as exportações do agronegócio cresceram 9,3%, com a soja avançando cerca de US$ 870 milhões, enquanto as vendas de petróleo bruto subiram US$ 960 milhões e as de óleos combustíveis avançaram mais de 63%.












