O Bradesco informou que captou R$ 6,541 bilhões no aumento de capital de até R$ 10 bilhões aprovado em julho deste ano. Foram subscritas 252.659.012 ações ordinárias e 149.812.765 ações preferenciais, a R$ 15,43 e R$ 17,64 cada uma, respectivamente.

A subscrição ficou aberta de 6 de agosto a 4 de setembro. Os acionistas tinham direito de preferência de 5,72% sobre as ações que possuíam em 4 de agosto.

Os preços de emissão foram fixados com base na cotação do dia anterior à aprovação da operação. Com o aumento, o capital social do banco pode chegar a R$ 103,77 bilhões, ante os R$ 93,77 bilhões anteriores.

Os controladores do Bradesco se comprometeram a aportar até R$ 8 bilhões, valor mínimo definido para que a operação fosse adiante. O conselho de administração também aprovou antecipar para 15 de setembro o pagamento de juros sobre capital próprio já declarados.

O reforço de capital ocorre em meio a um escrutínio maior sobre a solidez das informações que os bancos prestam ao mercado. O MPF apura se bancos omitiram a dívida da Americanas numa oferta de ações.

O caso não envolve o Bradesco, mas pressiona o setor por mais transparência.

O movimento acontece num momento de investimento pesado do setor bancário. Os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia neste ano, alta de 8% ante 2025.

É também um período de expansão para os concorrentes digitais. O Nubank abriu operação nos Estados Unidos e lançou conta em dólar para clientes de 35 países, disputando espaço com os bancos tradicionais.

O que acontece agora

Com a subscrição encerrada, o Bradesco ainda pode emitir ações adicionais até o teto de R$ 10 bilhões autorizado, caso decida completar a operação em etapas seguintes.