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Minas Gerais enfrenta altos índices de feminicídios com escassez de delegacias especializadas
Estado mantém apenas 70 delegacias para atendimento a mulheres, apesar do aumento da violência de gênero.
Minas Gerais é o segundo estado do Brasil com o maior número de feminicídios, com 183 mulheres assassinadas em 2023. Em um cenário alarmante, apenas 70 delegacias especializadas atendem as mulheres no estado, representando menos de 10% das cidades mineiras. Ana*, uma técnica de enfermagem de 55 anos, exemplifica a dificuldade enfrentada pelas vítimas: "Não é a mesma coisa na delegacia do bairro; não resolve. [...] Tem gente que faz pouco caso com essas coisas, questiona porque a gente não larga a pessoa, mas não sabe o perigo que corremos, a situação que cada um está passando".
Desafios no Atendimento às Vítimas
O aumento de 62,18% nas tentativas de feminicídio, mesmo com uma queda de 24% nos registros de mortes, indica a dificuldade de se combater a violência contra a mulher em Minas. Em resposta a essa questão, o governo estadual anunciou a criação da Diretoria Estadual de Gestão das Delegacias de Atendimento à Mulher, com o objetivo de coordenar políticas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica.
Estruturas e Capacitação
Apesar do aumento no número de atendimentos, não há previsão para a criação de novas delegacias especializadas. Em vez disso, o governo optou por ampliar salas de plantão nas unidades existentes. Larissa Maia Campos Falles, diretora da nova diretoria, destaca que o foco será na padronização do atendimento nas delegacias já existentes, visando garantir um tratamento mais qualificado e humanizado.
Demandas das Vítimas
A presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência Contra Mulher da OAB-MG, Isabella Pedersoli, critica a insuficiência das delegacias especializadas. "Em cidades do interior, onde há muitos distritos, as mulheres ficam desamparadas. É fundamental que a estrutura seja melhorada, mas isso não deve impedir a criação de novas delegacias, especialmente nas regiões mais vulneráveis", afirma.
Conclusão
O caso de Ana* evidencia a urgência de um sistema que realmente acolha e proteja as mulheres em situação de violência em Minas Gerais. O estado precisa enfrentar essa realidade com mais ações concretas e infraestrutura adequada, para que as vítimas se sintam seguras e amparadas ao buscar ajuda.