O senador Carlos Viana, candidato à reeleição por Minas Gerais, apresentou à TV Sim Brasil o balanço do mandato e as propostas para um novo período no Senado. Ele defendeu a renegociação da dívida de R$ 200 bilhões do estado com a União. Também pediu uma CPMI sobre o Banco Master e mudanças na Constituição para investigar autoridades sem blindagem.
A entrevista tratou da campanha de Viana para a reeleição ao Senado por Minas Gerais.
Resultados do mandato e dívida de Minas
Viana afirmou ter sido o senador que mais visitou cidades mineiras durante o mandato. Ele citou mais de R$ 20 bilhões em investimentos direcionados ao estado, nas regiões que classificou como as que mais precisam.
"Sou o senador que mais visitou cidades no estado", declarou, ao citar a agenda de viagens pelo interior mineiro durante o mandato.
Segundo ele, também foram destinados R$ 2,8 bilhões para a Linha 2, no trecho Calafate-Barreiro, do metrô. Viana classificou o recurso como conquista obtida em parceria com o governo anterior.
A dívida de R$ 200 bilhões de Minas Gerais com a União, segundo ele, também exige um acordo. O estado paga R$ 6 bilhões por ano em juros.
Esse valor, segundo Viana, poderia ser redirecionado a estradas, hospitais e escolas caso o Senado aprove uma nova negociação da dívida.
"Minas tem uma dívida de 200 bilhões de reais que precisa ser equalizada", afirmou o senador.
CPMI do Banco Master e crise institucional
Viana criticou autoridades do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República, do Senado e da Câmara. Segundo ele, essas autoridades usam os próprios cargos para se blindar diante de investigações.
"Nós estamos vivendo a maior crise institucional desde a Constituição de 88", disse Viana.
O senador defende mudanças na Constituição para ampliar o alcance de investigações sobre autoridades. Ele citou a própria atuação como presidente de uma comissão que investigou o INSS. Segundo relatou, a comissão alcançou políticos de diferentes partidos, além de advogados, engenheiros e ministros.
"Nós não poupamos ninguém", afirmou o senador. "Porque quem pega dinheiro do povo tem que dar explicações", completou.
Para o próximo mandato, Viana defendeu a abertura de uma CPMI sobre o Banco Master. Segundo ele, a comissão deve expor a rede de poder e corrupção que, na avaliação dele, atinge o país.
O senador encerrou a entrevista com um alerta. Segundo ele, ou o país corrige os problemas de abuso de poder atuais, ou a democracia brasileira enfrentará "momentos muito difíceis" nos próximos anos.





























