O filme mineiro "Vicentina Pede Desculpas" estreia nos cinemas na quinta-feira (5 de novembro), depois de vencer três prêmios no Festival do Rio. A cena que tornou a produção viral, de um ônibus caindo de um viaduto, foi gravada em Belo Horizonte, em 2024.

O longa também passou pelos festivais de Toronto, no Canadá, e San Sebastián, na Espanha.

Dirigido pelo mineiro Gabriel Martins e estrelado por Rejane Faria, o longa é uma produção da Filmes de Plástico, de Contagem, em parceria com a Netflix.

No Festival do Rio 2026, "Vicentina Pede Desculpas" levou os prêmios de Melhor Direção de Ficção, Melhor Roteiro e Melhor Longa-Metragem de Ficção pelo Voto Popular. Também disputou o Festival Internacional de Cinema de Toronto e a competição de San Sebastián, na Espanha.

No festival espanhol, o filme foi ovacionado pelo público após a exibição de 25 de setembro.

De onde vem a cena que viralizou

A trama parte do acidente no Viaduto Helena Greco, na Avenida do Contorno, provocado por Wesley (Renato Novaes), motorista que perde o controle do ônibus e faz o veículo despencar na via abaixo. Quase todos os passageiros morrem, junto com o próprio motorista.

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Na trama, a polícia investiga o caso, e surgem indícios de que a tragédia pode ter sido provocada intencionalmente. Vicentina (Rejane Faria), professora aposentada de 75 anos e mãe de Wesley, decide então procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas.

O filme chegou a ficar entre os seis títulos pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar 2027, ao lado de "Nosso Segredo", de Grace Passô, também rodado em BH.

Mas a Academia escolheu "Feito Pipa" para a disputa, depois que "Vicentina" não avançou na corrida, após o resultado em Toronto.

O que acontece agora

A produção movimentou R$ 7,2 milhões em Belo Horizonte e gerou 760 postos de trabalho, com apoio da Belo Horizonte Film Commission. As vagas abrangeram direção, roteiro, elenco, equipes técnicas, maquinaria, transporte e alimentação.

O filme chega às telas de cinema de todo o país na quinta, incluindo o Cine Belas Artes, em Belo Horizonte. Foi o segundo longa gravado na capital mineira a avançar à lista final do Oscar em 2026, ao lado de "Nosso Segredo".