O Brasil exportou 3,43 milhões de toneladas de milho nos primeiros 15 dias úteis de agosto, o equivalente a apenas 50,13% do volume embarcado no mesmo período do ano passado, segundo dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A média diária de embarques caiu de 326.127,1 toneladas, em agosto de 2025, para 228.923,9 toneladas neste ano.
O preço médio por tonelada, no entanto, subiu: de US$ 197,90 no ano passado para US$ 217,00 agora. A alta de preço não foi suficiente para compensar a queda no volume.
Com isso, a receita das exportações de milho recuou de US$ 1,355 bilhão para US$ 745,065 milhões no comparativo entre os dois períodos.
Milho recua, soja acelera
O movimento do milho contrasta com o da soja no mesmo mês. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou, em 11 de agosto, sua previsão de exportação de soja para o mês inteiro a 10,88 milhões de toneladas.
Se confirmada, a exportação de soja em agosto ficará 34,3% acima do volume embarcado em agosto de 2025, na direção oposta à do milho.
A previsão da Anec para o milho no mês inteiro também subiu, para 5,17 milhões de toneladas, mas o dado da Secex mostra que o ritmo dos primeiros dias úteis ficou bem abaixo do registrado no ano passado.
O que acontece agora
A Secex costuma divulgar boletins quinzenais de comércio exterior ao longo de agosto, o que deve trazer novos números do fechamento do mês nas próximas semanas.
Só então será possível saber se o ritmo mais fraco do início do mês se mantém até o fechamento da safra ou se os embarques de milho aceleram nas semanas seguintes.


























